O mercado financeiro brasileiro fechou outubro sob forte pressão, com o dólar avançando cerca de 1% nesta sexta-feira (30) e encerrando o dia cotado a R$ 5,446. O Ibovespa, por sua vez, recuou 0,75%, atingindo 167.921,80 pontos.
Na última semana, a moeda americana acumulou uma valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, refletindo incertezas sobre a política fiscal brasileira após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O dólar comercial alcançou um pico de R$ 5,463 durante o pregão, enquanto a volatilidade foi influenciada pela formação da Ptax de fim de mês e pela reavaliação das posições dos investidores. A expectativa sobre a equipe econômica do novo governo e medidas fiscais também manteve o mercado atento.
O Ibovespa registrou sua quinta queda consecutiva, acumulando uma desvalorização de 18,12% na semana, a mais significativa desde março de 2020. Em outubro, o indicador caiu 9,88%, o pior desempenho desde junho de 2022.
A saída de recursos estrangeiros, com uma retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões nos três primeiros pregões da semana, e um ambiente internacional desfavorável, especialmente entre empresas de tecnologia, contribuíram para a pressão sobre os ativos brasileiros.