Em 2025, o Brasil apresentou uma redução de 9,2% no número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, totalizando 1,499 milhão, conforme dados do IBGE.
Esse número representa 4,0% da população nessa faixa etária e é o menor registrado na série histórica. O levantamento foi divulgado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Trabalho de Crianças e Adolescentes.
Entre os 1,499 milhão de jovens em situação de trabalho infantil, 1,141 milhão realizava atividades econômicas, enquanto 358 mil se dedicavam apenas à produção para consumo próprio. Após um aumento em 2024, o percentual de trabalho infantil voltou a cair em 2025.
O IBGE ressalta que nem todo trabalho realizado por crianças é considerado trabalho infantil. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse tipo de trabalho é aquele que prejudica a saúde e o desenvolvimento das crianças e interfere na escolarização.
Regionalmente, a Região Sudeste concentrou o maior número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, com 481 mil, seguida pela Região Nordeste, com 408 mil. A Região Norte apresentou a maior proporção, com 6,3% nessa condição.
Entre as crianças e adolescentes de domicílios que recebem o Bolsa Família, 4,4% estavam em situação de trabalho infantil, evidenciando uma queda significativa em relação aos anos anteriores. O IBGE destaca que a redução foi mais acentuada entre os beneficiários desse programa social.
