No primeiro semestre de 2026, as micro e pequenas empresas (MPEs) foram responsáveis pela criação de 21.790 novas vagas formais em Pernambuco, contribuindo para um saldo positivo de 21.411 postos de trabalho no estado. Em contrapartida, as médias e grandes empresas registraram uma perda de 2.110 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) compilados pelo Sebrae.
Os setores que mais se destacaram na geração de empregos entre as MPEs foram serviços, com 10.944 vagas, construção, com 9.381, e indústria de transformação, com 1.657. Em junho, os setores de serviços e construção continuaram a liderar, criando 1.185 e 711 vagas, respectivamente, enquanto o comércio gerou 458. No entanto, a agropecuária apresentou as maiores quedas, com -542 contratações no ano e -17 em junho.
A Líder de Inteligência de Mercado do Sebrae/PE, Sylvia Siqueira, ressaltou que o crescimento no emprego pelas MPEs reflete uma tendência observada em todo o Brasil, onde mais de 543,5 mil vagas foram geradas no mesmo período. “Estimular ações de ampliação empreendedora é fundamental para a geração de emprego e renda”, afirmou Siqueira.
Ela destacou que o crescimento no setor da construção civil foi impulsionado pela construção de edifícios, especialmente devido à expansão do programa Minha Casa Minha Vida. No setor de serviços, a ampliação de serviços administrativos e de transporte rodoviário também contribuiu para o aumento das contratações.
Embora o saldo anual tenha sido negativo para a agropecuária, junho mostrou sinais de recuperação, com 6.162 postos de trabalho gerados, liderados pelas médias e grandes empresas, que criaram 3.076 vagas. O desempenho das MGEs foi impulsionado pelos setores de serviços, indústria de transformação e comércio.