A Justiça Eleitoral apresentou mudanças na urna eletrônica para as Eleições Gerais de 2026, com o objetivo de tornar a votação mais acessível e intuitiva. Entre as novidades estão nova fonte tipográfica, telas redesenhadas, barra de progresso e ampliação do uso de Libras.
Uma das principais alterações foi a adoção da fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute, que melhora a legibilidade para pessoas com deficiência visual. O assistente administrativo Silvio Trindade, que precisava de lupa para votar, testou a nova interface e aprovou: “As letras estão mais definidas, a fonte ficou melhor e a barra de progresso ajuda bastante a acompanhar a votação. Dessa forma, eu acredito que nem preciso usar a lupa”.
A barra de progresso, fixa na parte superior da tela, indica ao eleitor quais cargos já foram votados e quais ainda virão. Segundo o chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, Rodrigo Coimbra, “a barra de progresso funciona como um guia visual. Ela permite que o eleitor saiba exatamente em que etapa da votação está e quais cargos ainda faltam ser apresentados”.
Parte das melhorias surgiu de propostas de estudantes da USP, vencedoras de um concurso sobre acessibilidade. A professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, da Escola Politécnica da USP, destaca que “recursos como maior legibilidade, melhor organização visual das informações e mecanismos mais claros de acompanhamento do processo de votação contribuem para uma experiência mais simples e compreensível para qualquer pessoa”.
Além disso, os intérpretes de Libras agora também indicam situações como voto em branco, nulo e de legenda. As mudanças reforçam o compromisso da Justiça Eleitoral com a acessibilidade e o aperfeiçoamento contínuo da votação.